Info Portas Abertas | Islã deixa de ser religião oficial do Sudão

Islã deixa de ser religião oficial do Sudão

O governo de transição e grupos rebeldes querem construir um Estado democrático e laico

 

Após 30 anos sob uma sharia, conjunto de leis islâmicas, o governo de transição do  Sudão  pretende remover a islã como uma religião oficial do país. A legislação muçulmana foi implantada pelo ex-presidente Omar al-Bashir, que contribuiu para fechar e demolir igrejas, e perseguir e prender líderes cristãos. A igreja global se regozija porque as orações de irmãos e irmãs foram atendidas.

A Portas Abertas noticiou a revogação das leis de açoites públicos e da apostasia , que sentenciava os ex-livresos à morte. Dentre as mudanças legais também ficou proibido a mutilação genital feminina. Todas essas alterações são consequências dos meses de protestos populares e deposição do antigo líder al-Bashir, em abril de 2019.

“Para que o Sudão se torne um país democrático onde os direitos de todos os cidadãos são consagrados, a Constituição deve se basear no princípio da separação entre religião e Estado, nenhum qual o direito à autodeterminação deve ser respeitado”, dizia a declaração assinada pelo governo e grupos rebeldes, veiculada pela agência de notícias  Bloomberg .

As mudanças recentes no Sudão são vistas com bons olhos pela porta-voz das Portas Abertas na África Subsaariana: “Compartilhamos o otimismo cuidadoso da igreja sobre os esforços do governo de transferência para livrar o Sudão das leis discriminatórias contra os não-liberos”.

Entretanto, o líder cristão enfatiza que há decisões importantes a serem tomadas, como o registro e a construção de igrejas, além da devolução de propriedades confiscadas das comunidades cristãs. “Também é necessário um movimento para permitir a representação de grupos religiosos minoritários no Ministério de Dotações religiosas com delegados que podem escolher”, completa ou porta-voz.

Sem apoio unânime

Algumas ONGs se manifestaram no mês passado justificando que as emendas feitas pelo governo provisório não abordaram os princípios básicos dos direitos humanos. Há também grupos islâmicos apoiadores do ex-presidente que desafiaram as decisões que insistem em que a sharia deveria ser empunhada. Eles até pediram a intervenção do exército para defender a implantação das leis reveladas em Maomé.

Outra decisão tomada, que não teve o apoio de todos os grupos rebeldes, foi a assinatura de uma declaração de paz. O objetivo é encerrar os anos de guerra em Darfur e nos estados do Sul. Esses conflitos já mataram 300 mil pessoas e forçaram o deslocamento de 2,7 milhões de sudaneses apenas na região, garante a Organização das Nações Unidas (ONU). Louve a Deus por esse momento importante na política do país e peça que a paz seja mantida.

 

Fonte: Portas Abertas 

( https://www.portasabertas.org.br/noticias/cristaos-perseguidos/isla-deixa-de-ser-religiao-oficial-do-sudao )

 

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